sexta-feira, 10 de abril de 2026

"Literatura & Eu" completa 10 anos 🥳

Sei que estou atrasado com esta postagem, mas cá está ela!

No começo deste ano, o “Literatura & Eu” completou 10 anos de existência. Foram mais de duzentas obras resenhadas por aqui ao longo do último decênio, e certamente não poderia deixar passar um marco assim tão importante para o blog sem expressar umas poucas palavras de gratidão:

Gratidão aos livros incríveis que li nesse período, e obviamente aos autores mais incríveis ainda que os escreveram; gratidão aos leitores que sempre estiveram por aqui, alguns desde o começo do blog, acompanhando minhas impressões de leitura, fazendo pequenos e longos comentários, e me mandando e-mails tão estimulantes e significativos, que sempre me deram um incentivo extra a continuar compartilhando minhas descobertas literárias.

Este blog se chama “Literatura & Eu” não por acaso. A Literatura e eu temos uma história juntos, tal como ocorre com todo leitor apaixonado. Mas falando aqui da minha história especificamente, gostaria de enaltecer a importância dessa forma de arte na minha vida. Quando olho pra trás e penso: “O que teria sido de mim sem a Literatura?”, percebo que este “eu” que vocês conhecem não existiria. Haveria sim um Daniel, mas tão menos interessante, tão vazio de espírito, tão incompreensivo com as pessoas, alguém seguramente muito menos feliz.

A Literatura surgiu na minha vida muito modestamente na infância, marcou uma presença mais notória na adolescência e fixou-se de vez à minha existência logo no começo da vida adulta. E tudo isso espontaneamente, sem influência de ninguém, o que me dá uma dózinha às vezes, principalmente quando descubro livros que eu teria amado ler na infância/adolescência, se algum adulto os tivesse me apresentado. Mas, de uma forma ou de outra, cedo ou tarde, os livros foram chegando, chegando e nunca mais pararam de chegar.

A Literatura esteve comigo nos melhores e nos piores momentos da minha vida. Para todas as fases, todos os períodos e momentos marcantes, tenho livros respectivamente associados, atrelados a lembranças diversas, boas e ruins, tristes e felizes. Querem ver?

Lembro das repetidas vezes que li Chapeuzinho Vermelho e o Lobo-Guará (Ângelo Machado), primeira leitura de que me recordo, por volta dos oito anos; aos doze descobri A Hora da Verdade e comecei uma caça a tudo quanto fosse escrito pelo Pedro Bandeira; Sozinha no Mundo (Marcos Rey) e A Força da Vida (Giselda Laporta Nicolelis) foram emprestados pelos meus raros amigos que tinham livros rs; li O Guarani no ensino médio, e desde então vivo um caso de amor com José de Alencar; A Ilha Maldita (Bernardo Guimarães), lido na faculdade, atiçou o meu verme dos livros raros; Éramos Seis (Maria José Dupré) me lembra quando passei no concurso público; A Intrusa (Júlia Lopes de Almeida) foi um dos muitos que me fizeram companhia durante uma licença-saúde; A Capital (Eça de Queiroz) me lembra minha primeira viagem de avião; e vamos parando por aqui, pois o assunto renderia um livro inteiro rs.

Nem todos os livros lidos nos últimos dez anos estão resenhados aqui, mas a maioria certamente está. Também é óbvio que nem todas essas mais de duzentas experiências foram marcantes e arrebatadoras, e se tem algo de que me orgulho profundamente é da sinceridade/honestidade com que redigi cada resenha, enaltecendo os livros que amei, e sinalizando aqueles que me maçaram até não poder mais rs. Leitura é isso: um universo tão grande, tão vasto, que não dá pra gostar de tudo, não é mesmo? Cada um tem uma experiência diferente. Mas quando eu disser que um livro é bom, está dito, viu? rs

O mestrado, que venho cursando desde o ano passado, tem comprometido minha assiduidade nas resenhas. Mas tudo tem seu tempo, não acham? Podem ter certeza que, bem antes de se passar outra década, muitas novas leituras incríveis serão devidamente compartilhadas por aqui, porque enquanto os livros continuarem conversando comigo, eu terei sempre algo a dizer dessas conversas.


Daniel Coutinho

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E-mail para contato: autordanielcoutinho@gmail.com

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