sábado, 26 de outubro de 2019

Simplesmente Rosa - Meu novo romance! - Lançamento 2019


Olá, queridos leitores!

É com grande satisfação que vos apresento Simplesmente Rosa, meu terceiro livro e segundo romance. Trata-se de uma obra começada pouco depois de O Senhor Irineu, quando estava no princípio da faculdade, mas que ficou anos e anos engavetada, esperando um momento oportuno para sua conclusão.
Somente ano passado pude dar continuidade à trama, vindo a terminar no começo deste ano; e agora, finalmente, o livro está prontinho para todos vocês apreciarem.

A edição está lindíssima: 382 páginas em papel pólen, diagramação confortável, contém orelhas e um posfácio onde conto de forma bem humorada o processo de criação do livro. O texto da orelha é do meu editor Silas Falcão (Luazul Edições) e o desenho da capa é assinado por Kelly Rodrigues, uma promissora artista da minha cidade.


Eis a sinopse do romance:

Rosângela Maria, ou simplesmente Rosa, é uma garota de vinte anos que coleciona muitos ressentimentos, principalmente pelo abandono do pai e a traição do ex-namorado.
Após a morte da mãe, Rosa assume a responsabilidade de cuidar de seus irmãos menores: Eunice e Danilo, esforçando-se ao máximo para que estes não precisem recorrer à ajuda do pai, que constituiu outra família.
Decidida a afastar-se de todos que merecem seu desprezo, Rosa percebe, contudo, que as circunstâncias convergem para uma aproximação inevitável, como querendo a todo custo convencê-la de que a verdade sobre nossos erros nem sempre é a que pensamos.
Simplesmente Rosa apresenta uma protagonista franca e desnuda, expondo sem pudores o difícil – mas necessário – processo de amadurecimento.



Adquira seu exemplar físico diretamente comigo, através do e-mail: autordanielcoutinho@gmail.com

E, claro, após a leitura, não deixem de compartilhar comigo o que acharam! Vou adorar saber!

Um grande abraço do autor

Daniel Coutinho



quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Carrie, de Stephen King - RESENHA #113

Não é sempre que me atento à popularidade de autores contemporâneos, mas, a falar a verdade, o sucesso do senhor Stephen King já vem de longas datas e, por conta disso, acabei me interessando por conhecer o talento deste norte-americano que tem colecionado inúmeros sucessos há mais de quarenta anos.

O livro escolhido, Carrie (1974), é sua obra de estreia. A escolha deve-se à minha admiração anterior pelo filme clássico de 1976, mas confesso que também gosto do remake de 2002, produzido para a TV. Desejava muito conhecer a história no original e daí resultou a oportuna ocasião para ler um dos mais renomados mestres do terror moderno.

Conquanto tenha sido publicado nos anos 70, Carrie versa sobre um tema bastante atual, hoje denominado de “bullying”. Carietta White, ou simplesmente Carrie, é uma garota de dezesseis anos com dificuldades de socialização. Seu comportamento tímido e introvertido resulta da pressão religiosa que a mãe exerce sobre ela. Com uma rotina cheia de restrições e um estilo de vida regido pelo fanatismo da mãe, Carrie causa aversão aos colegas e acaba sendo vítima da incompreensão deles.

Durante um banho no vestiário feminino, Carrie tem sua primeira menstruação e, por sua justificável ignorância, provoca risos nas colegas, que a insultam maldosamente enquanto lhe atiram absorventes e toalhas higiênicas. O episódio é interrompido pela professora de educação física, que impõe um castigo às meninas. Um destas, porém – Chris Hargensen –, demonstra resistência ao castigo e, por conta disso, é impedida de participar do Baile da Primavera.

Sue Snell, que fizera parte do grupo insultuoso do vestiário, numa tentativa de redimir-se consigo mesma, convence seu namorado, Tommy Ross, a levar Carrie em seu lugar no Baile da Primavera. A novidade do caso acaba sugerindo a Chris a oportunidade de uma vingança tenebrosa, inusitada e sangrenta. Mas Chris e seus cúmplices não contavam com a habilidade paranormal de Carrie: a telecinesia (capacidade de mover objetos com o poder da mente).

A narrativa de Carrie é intercalada com fragmentos de outros livros que tratam justamente das consequências finais da trama, como também depoimentos de pessoas que testemunharam o incidente do baile. Surpreendeu-me a habilidade demonstrada pelo autor na construção da veracidade de sua obra: é visível a preocupação dedicada a este quesito.

A trama teria sido incrivelmente impressionante se eu já não soubesse praticamente tudo o que decorreria nela, graças aos filmes assistidos. Embora nenhum deles seja rigorosamente fiel ao original, mesmo assim entregam bastante do que se lê nas páginas do livro. A experiência de leitura, felizmente, não é perdida, pois King revela-se um escritor de talento e bom gosto, prezando por tornar sua história convincente e aceitável, a despeito de seu caráter fantástico.

Penso contudo que, tivesse o autor dado menos espaço aos artifícios com que intercala a narrativa linear, o romance teria fluído melhor, uma vez que as interrupções persistem ao longo de todo o livro. Algumas escolhas da trama também me pareceram exageradas e excessivamente dramáticas. Mas, para uma obra de estreia, Carrie é sem dúvida mais que razoável.

Avaliação: ★★★

Daniel Coutinho

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domingo, 13 de outubro de 2019

O Galo de Ouro, de Rachel de Queiroz - RESENHA #112


Em 2013, quando li Til, do meu amado Alencar, experimentei uma estranha sensação de perda. Afinal, era o último romance que me restava ler do meu autor favorito. Caso parecido se deu agora há pouco quando li O Galo de Ouro, da também amada Rachelzinha. Embora não a aprecie tanto quanto ao cantor de Iracema, não pude deixar de lamentar o ter esgotado sua obra romanesca.

A primeira vez que li Rachel de Queiroz foi em 2004, através de O Quinze, seu romance mais conhecido, que muito me impressionou. Mas minha relação afetiva com a autora só seria consolidada em 2015, após a leitura de Dôra, Doralina. Daí em diante, sempre que pegava um novo romance dela para ler, era como se uma vovozinha simpática me pegasse no colo para contar uma boa história. Foi nesse colinho quente de vovó que conheci Maria Moura, João Miguel, Noemi, Maria Augusta e, mais recentemente, Mariano. É desse colinho de vovó que já estou sentindo falta, embora ainda tenha por aqui títulos em que Rachel se aventurou por outros gêneros, inclusive as histórias infantis.

O Galo de Ouro é o único romance de Rachel que não é ambientado no Ceará. A história se passa na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, onde a escritora morou por um tempo. Escrito especialmente para o folhetim da revista O Cruzeiro, os quarenta capítulos da trama saíram entre setembro de 1950 e junho de 1951. Sucesso imediato, despertou logo o desejo dos editores para publicação em livro, mas Rachel, que julgava o texto pouco trabalhado e escrito ligeiramente, preferiu engavetar os originais aos quais retornaria mais de trinta anos depois. A 1ª edição em volume foi lançada em 1985.

No enredo, acompanhamos a trajetória de Mariano: suas experiências profissionais e lances amorosos. Logo no começo do livro, quando Mariano era garçom, ele perde sua companheira Percília num acidente de carro, além de ficar semialeijado do braço direito. Sua filha Gina passa a viver sob os cuidados da comadre Loura e Mariano vai trabalhar como bicheiro (banqueiro de jogo do bicho), passando a residir na Ilha do Governador, onde levantara a casa na qual pretendia viver com Percília.

Por esse tempo, nosso protagonista conhece Nazaré, uma mocinha namoradeira que suspirava por gozar os divertimentos da cidade. Mariano se interessa por ela, mas a pequena mantém um namoro secreto com Zezé, um malandro de péssima reputação. Nazaré, embora bastante atraída por Zezé, reconhece em Mariano uma possibilidade mais consistente para mudar de vida e, por isso, aceita sair com ele. Este, sabendo da existência de Zezé, aproveita-se da circunstância de Nazaré ter recebido do namorado um anel roubado para denunciá-lo às autoridades. Mas algo inesperado acontece...

O Galo de Ouro, não obstante sua ambientação carioca, segue o estilo simples e fluente dos melhores romances de Rachel. A história é contada de forma bastante convincente e os tipos são tão realistas, que se torna incontestável dizer que todos foram tirados do meio em que Rachel viveu nos anos 40.

Apesar da já citada sensação de perda, tive com este último romance uma despedida muito feliz, tanto que o prolonguei o mais que pude, o que me rendeu duas semanas no colo aconchegante da vovó. Mas pressinto que ainda me depararei com muitos outros colos acolhedores. Quem sabe algum me faça recordar o balançar da cadeira de Rachel, sua vozinha melodiosa, o frescor de seu alpendre...

Ó, minha querida, Não Me Deixes!

Avaliação: ★★★★

Daniel Coutinho

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